Como aprender refletindo com Charles Chaplin

Como aprender refletindo com Charles Chaplin

 

Gostaria muito de fazer uma reflexão sobre um dos dizeres famosos de Charles Chaplin.

Que sempre pela inocência de seus personagens, tentou nos fazer acordar para o complexo mundo das emoções.

Ele sempre nos inspirou pelo poder que a simplicidade e a transparência podem fazer por nós, para melhorarmos mais e mais como pessoas.

Ele disse:

“Quando eu me amei de verdade, eu percebi que a minha angústia e o meu sofrimento emocional não são mais que sinais de que estou agindo contra as minhas próprias verdades.

Hoje eu sei que isso é AUTENTICIDADE.

Quando eu me amei de verdade, eu desisti de querer ter sempre razão, com isso errei muito menos.

Assim descobri a HUMILDADE.

Quando eu me amei de verdade eu compreendi que a minha mente pode muito me atormentar e até me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela é uma aliada valiosa.

E isso é saber viver!”

Charles Chaplin

Normalmente temos a tendência de ficar impactadas com tantas e tantas mensagens e dizeres de pessoas bem sucedidas na vida. Pessoas que admiramos e até modelamos, muitas vezes.

Mas a verdade é que essas revelações tem pouco valor na nossa vida. Elas fizeram a diferença na vida das pessoas que descobriram e vivenciaram aquilo que está sendo revelado. Mas na nossa vida, não passam de conhecimento acumulado.

A diferença está em aprendermos a adquirir o conhecimento, avaliarmos sua veracidade e colocarmos em prática na nossa realidade.

Como aprender refletindo com Charles Chaplin 3 - Como aprender refletindo com Charles Chaplin

Quantas pessoas admiram o personagem Charles Chaplin?

Mas quantas pessoas avaliaram cada palavra que foi proferida por ele, e também pode dizer que praticou tudo aquilo e obteve um avanço em sua gestão emocional? Ou, pelo menos nas colocações que ele fez e que fizeram sentido no momento.

E não ficou somente no: Ah! Que mensagem linda! Que forte essa mensagem… ou coisas assim.

Te convido, agora, fazermos isso juntos, e trazer para a nossa realidade os benefícios dessas revelações tão significativas.

Vamos usar a nossa inteligência para avaliar a profundidade do que foi difundido aos quatro ventos.

Como aprender refletindo com Charles Chaplin

Ele começa sempre dizendo: “quando eu me amei de verdade.”

Imagino que em algum momento ele percebeu que o amor não é algo que nos faz sofrer. E ele deveria estar sofrendo ao ponto de questionar tudo o que estava acontecendo com ele. Quando ele, diante da introspecção, concluiu que ele mesmo não se amava. Pois, ele estava sendo um juiz muito severo consigo mesmo. Ou ainda, não estava aceitando que ele era um ser humano e por conta disso ele possuía forças e fraquezas, luz e sombra, erros e acertos, elogios e punições, altos e baixos… É a dualidade do ser humano.

Nesse momento, imagino eu, ele percebeu que se ele se amasse de verdade, ele o ajudaria a vencer aquelas dificuldades, a curar aquelas feridas tão doloridas e não faria a situação ficar ainda pior, com a falta de misericórdia, compaixão, empatia consigo próprio. Com a cobrança excessiva, a autopunição, a amargura ou a decepção com ele mesmo. Isso é cruel demais!

Como aprender refletindo com Charles Chaplin 2 - Como aprender refletindo com Charles Chaplin

O primeiro ponto a refletirmos é, que se estamos em estado de sofrimento, estamos em estado de vitimização. E talvez seja o pior estado. E que tudo isso acontece dentro de nós.

Quando nos rendemos aos sentimentos ruins e não buscamos sair disso, só aumentamos a dor e cada vez mais nos afundamos na tristeza.

Mas quando somos a pessoa mais importante da nossa vida, e nos amamos com o genuíno amor incondicional, logo buscamos perdoar as nossas falhas e olhar para o que temos de melhor e dali tirar a energia necessária para darmos a volta por cima naquela situação. É a força do amor! E do amor pela nossa alma! Do amor pela nossa vida! Do amor por nós mesmos!

Como aprender refletindo com Charles Chaplin

Não podemos esquecer de quem somos e de onde queremos chegar! Não serão as pedras do caminho que vão nos tirar da rota ou ainda da trilha do sucesso.

Sabemos que temos muitos inimigos externos para lutar. Não podemos em momento algum ser o pior inimigo que possuímos. Muito antes pelo contrário, temos que buscar no mais íntimo do nosso ser tudo o que precisamos para superar aquela adversidade.

“No veneno sempre estará o antídoto.”

Chaplin concluiu que fazendo isso, ele estaria sendo autêntico com ele mesmo.

Quando somos nós mesmos, sem fachadas, somos o nosso melhor!

Porque detectando erros, podemos mudar, detectando acertos, podemos nos fortalecer, e fazendo isso vamos avançar!

Ele também fala da humildade, uma das maiores virtudes do ser humano e característica essencial para irmos em busca da alta performance.

Quando estamos determinados a aprender e abrimos mão de ter sempre razão, provavelmente erraremos muito menos. Porque estaremos respeitando o nosso semelhante. E não fazendo julgamentos inadequados.

E ainda mais, tiraremos o fardo da perfeição de sobre os nossos ombros.

Quando eu entendo que é o MEU CORAÇÃO que me faz sofrer ou ainda ser feliz, e que posso usar a MINHA INTELIGÊNCIA para dirigir e conduzir esses sentimentos, conquisto algo extraordinário, chamado DOMÍNIO E LIBERDADE.

Conclusão:

“Isso é saber viver!”

E a boa notícia é que aprendemos no decorrer da vida a exercitar esse hábito de olhar para dentro de nós mesmos e procurar até encontrar o nosso tesouro mais precioso.

Existem métodos e técnicas para minimizar o tempo de aprendizado. Mas não existe quem possa fazer isso por você.

Podemos fazer juntos!

E lembre-se:

Juntos somos mais fortes!

E juntos com Deus somos invencíveis!

Andrea Dusik - Como aprender refletindo com Charles Chaplin

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